Breja, Briga e... outro B para você
Cigana, me engana!
Diálogos promissores
me: pó tirar esse plural aê!
UPDATE:
Coisas do trabalho
- in the sky wf diamonds?
- não, a outra.
- qual, a do charlie brown?
- é, ela mesma. então, me disseram que 'chateio' igual à ela.
- mentira, amiga. e o que você respondeu?
- nada.
- como assim?
- ele tem razão.
Não ponha meu nome em boca de Matilde!
Olá? Menina, nem te conto! Noite passada Rodrigo e eu ficamos. Foi tão intenso. Nem imagina o que fazes com as mãos. A mandibula dele também é bonita. Que? Claro que eu reparo nisso! Um queixo pretuberante é sinal de virilidade em algumas civilizações. Sim, eu sei que estamos no Brasil. Que inferno de lugar. Choveu muito de madrugada. Cê nem acredita! Ele é mais novo. Sim, quatro anos. Estávamos no quarto dele. Parede? Se tinha alguma coisa? Sei lá, não fiquei reparando muito não... Tinha coisas mais interessantes para fazer. Nossa, como é... Lindo. Hahaha, cê acha que eu vou ficar falando isso por telefone? Ahh, tô na quadra, chegando no restaurante. Nossa, tô com uma fome. Pergunta para a Marina o que terá de janta! Não vai me dizer que será javali de novo!?! Haha, té parece. Peraê, vou ter de desligar. Quando chegar aí te conto o resto. Vê se não abre essa sua boca. È, é segredo sim. Pelo menos por enquanto. Tchau!
Oi, Sabrina? Já ficou sabendo de Milena e Rodrigo? Pois é... Nem te conto!
Relato crivo em primeira pessoa
Um dia escreverei uma sinfonia. Bem, não sou músico, mas guardo minhas ambições para a velhice. Também não sei ao certo se chegarei a completar os distintos cinquenta anos. Assim como meu pai que morrera aos quarenta e três. Fazem dez anos que não sei o que é sexo com um ser vivo. Tenho determinações insanas de morte. Fantasias nefastas. Trabalho no IML até a meia noite. Depois costumo ir às terças, quartas e domingos à escuridão do bar. É tranquilo e o ambiente parece simpático. Parei de ir nos outros dias por conta das intermináveis despedidas de solteiros. Prefiro sangue frio. À sangue frio. Meu psiquiatra recomendou-me que todo o acesso incontrolável que surgisse, eu deveria pegar algo para escrever. Desde então não me separo do palm top. Estou terminando meu diário. São quatrocentos e setenta e duas linhas de sms que envio à mim mesmo. Estou cansado. Semana passada recebi uma ligação anonima. Tenho certeza que foi Samara, minha irma mais nova. O telefonema dizia que a mulher que me pariu, vulgo minha mae, havia voltado para a clinica de reabilitação. Novamente. Gostaria de ter crescido em uma família normal. Com café da manhã, sorrisos e uma saudação de boa aula no final da conversa. Coloque o gato para fora. Não quero continuar assim. O destino, cada vez mais, indeterminado, causa desconforto à minha'lma. Estou farto. Os corpos chegam dilacerados. Tenho de fazer a limpeza. Depois a costura. Deixá-los bonitos. Não resisto ao rosto bonito. A pele suave. A palidez da morte. Já decidi: será um réquiem! Nele contará a história de um homem e uma mulher. Vítimas de seus próprios desejos. Um tentará a morte. O outro cumprirá a promessa de matá-lo. Terminarão em um frenesi intenso, entre suas pernas será encontrado a arma do crime. No líquido sujo do sexo, a faca. Trinta e sete aberturas produzidas pela lâmina divididas nos dois corpos. Um ponto final.
Minha nova Coleção
Elos
é mungubá? Não faz sentido. Ok, deixa pra lá. Voltando a
história: era um pássaro e vivia num mungubá. O estado era
imenso, assim como o mar que banha o meu país. E as àrvores,
nossa, as àrvores pareciam pessoas gigantes a conversar. Já
reparou o farfalhar dos galhos durante a ventania? Se bem que
por lá não venta muito, mas chove. Chove bastante o tempo
inteiro. A pele fica úmida. O cabelo seco na raiz e molhado nas
pontas. Agora sei bem porque índio se banha o tempo todo. Os
porcos corriam no mato. Muito tempo atrás, vários fazendeiros
resolveram cultivar porco. Aí faliram. Foram-se todos. Sobraram
os porcos, que correm ferozes pela mata até o ribeirinho. A
àgua é barrenta. Lembra-se, está chovendo. As crianças pulam
das pontes de mungubás cortados de qualquer modo. Agora contei. Já entendeu? As flores parecem brochas de barbeiro. Procure, um dia vai compreender. Jura que é fácil assim, plantar e colher? Rapaiz, tem em tudo que é cidade. E então, porque fica tão grande assim no final? Conto mais tarde, agora é só ligar os pontos.
Você ainda está aqui? (...)
Olá! Tem tempo que não lhe escrevo. Hoje reencontrei um grande amigo. Fizemos planos pra mais adiante. Lembrei daquele tempo, quando não tínhamos muitas coisas para fazer. Sem trabalho, só estudo. Passávamos o dia preparando nossos projetos, criando possibilidades e um futuro juntos. Hoje, nos reencontramos, mas você ainda não apareceu.
Escrevi o tema, com objetivos, problema e antecedentes. Tem até uma justificativa, mas nao é muito aceitável. Está
Você é toda a minha luz. E não tenho inveja e nem receios de compartilhá-la com todas as outras pessoas do seu mundo. Bem, talvez com ele. Mas não é o problema. O causo é que não te vejo mais. Não sei de teus passos, não acompanho suas alegrias e nem as lágrimas. Sinto saudades. Coisa mais estranha.
A gente elege as pessoas mais importantes para toda uma vida, toda uma trajetória. E sente muita raiva quando elas vão embora. Como se fosse possível controlá-las. É possível? Diz que é verdade! Diz que você vai voltar? É uma prece que lhe rogo. Mas não se esqueça: a musica ainda não terminou, estamos apenas começando. E espero um dia vê-lo voltar.
Paralelepípedo
Que coisa bôa!
Saí perambulando rumo ao escritório quando um senhor começa a falar:
- A mocinha ouviu?
Balancei a cabeça em sinal de positivo. Foi um estrondo perto do telefone público. Então ele continuou:
- Fui mandar um beijo para minha namorada por telefone e o telefone estalou.
Um riso gostoso e contagiante passou de seus lábios para os meus. Mas me segurei. Estava atenta a figura cativante daquele senhor.
- Sabe, essa jaqueta tem o brasão da italia. E as cores da bandeira se parecem com a daquele país do oriente... Ele está em constante guerra... O Iraque.
Hum...
- Não conta pra ninguém, mas tenho 71 anos. E minha namorada tem 51. São só vinte anos, mas tem muita gente que não gosta. Acham que velhos não tem direitos de serem felizes.
Concordo. Todos tem direitos de serem felizem. Em qualquer momento. E, nesse caso, em qualquer lugar. Senti uma inveja da alegria do senhor. E não me pareceu tão velho. Despojado de felicidade, me desejou uma boa tarde.
Pra você também... pra você também!
Menina querida
Querida menina, de olhos cinzas e cheio de chorona.
Como esperei por esse dia!
Acorda, abra os olhos. Preciso ver o que tem por dentro dessa alma.
Tão pequenina, frágil de tocar.
Com uma expressão de curiosidade, ela me encara.
"- Quem é você?", me pergunta.
"Sou parte de você", respondo em seguida.
Temos o mesmo sangue e fator sanguíneo.
Agora, maria poderá desfrutar do mesmo pai que tanto me fez sonhar.
Terá uma mãe disciplinada e cheia de amor.
Irmãs não lhe faltarão. São três Teles, ricas com seus próprios caprichos.
Que bom que você veio.
Que bom que está entre nós.
E para sempre lhe seremos grata pela jovialidade que agora nos empresta.
Cresça logo maria.
Para poder te mostrar o mundo.
Cresça logo, para me ensinar um novo viver.
Não consigo aprender a controlar essa emoção. Não sei se é o seu olhar que sempre me compreende, ou somente porque mesmo que seja por telefone nossa respiração diz mais que qualquer frase que possamos proferir.
Que saudade de você, nega!
Fico imaginando como você está no novo emprego. Se a tua chefe te ameaça muito. Se você acha divertido... Imagino também, como seriamos uma bela dupla trabalhando lá no Palácio do Rádio. Traçaríamos planos de comunicação e empreendedorismo juntas. Como sempre fizemos. Cada uma com um ponto bom: eu com as nuvens e você com giz de cera.
Que falta você me faz!
Tem tanta coisa pra te contar. Nem sei por onde começar. É melhor deixar pra mais tarde. Bom mesmo é ouvi-la dizer que está bem. Mas um zumbido no meu ouvido diz que o meu auxílio ainda é necessário. E lembre-se, nunca a abandonarei. É como dizem: 'amigo é pra essas coisas...'
Fique bem.
Pense em Deus e sonhe com os anjinhos...
Beijos de quem te ama muito,
maria
A incrível marcha das formigas - Ou como tentar fingir que seu pé não é uma árvore
- Não é não. É uma botina.
- Cê num sabe o que diz. Se fosse botina, já havia de nos ter pisado.
- Até parece. E árvores lá tem casco de borracha?
- Bem... eu pensei que borracha vinha de árvore.
- Não esse tipo, ô mané. Este aí é de petróleo.
- E como você sabe?
- Li muito sobre o assunto quando estava no seminário Pobre Folha, Leve para o Grupo.
- Ahhh... E lá tem dica de como buscar comida de bota?
- ¬¬'
- Só perguntei, por perguntar...
- Enfim! Estou certo e você não, cumpade. Isto é uma botina.
- Não é nada. Isto aqui ó, não se mexe. Botinas se mexem.
- Ahhh tá. Se mexem?
- É sim. Li no semanário Olhe pra Frente e Siga o Caminho.
- E você ainda acredita em revista de abelha? Isso é pra inseto soldado.
- Ah, é? E nós, o que somos?
- Somos trabalhadores!
- Ahh... sei.
- Cara, Cuidaaaaaa..."
Um grito estridente corta o ar... "Morram formigas malditas!"
- Maria... O que você está fazendo?
- Matando o tempo, me livrando das formigas =)
- Ah...