Dedos na carne
Navalhas
Vem
Vão
Desfazem os nós
Teus
Meus
Solidão que penetra
Ascendente
Se instala
Da carne vã
O sangue.
Partes
Que ficam
A outra?
Te busca na aurora.
Já não estou.
Está amanhecendo.
No rádio, músicas do corpo.
Do corpo, o cheiro.
Dele, saudades.
Até o despertar.
O amor, quando chega?
Daqui a pouco.
Talvez.
A solidão fere, mas fortalece.
Fotografias e textos por Yoko Teles