<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136</id><updated>2009-11-10T07:42:03.333-08:00</updated><title type='text'>~ bloco das nuvens</title><subtitle type='html'>Construindo novos personagens.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>78</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-1309797942886335848</id><published>2009-09-26T10:56:00.001-07:00</published><updated>2009-09-26T10:57:00.671-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taberneira'/><title type='text'>Eu não tenho cara de facínora</title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;O relógio parecia gritar sete horas da noite a cada meia hora. Por mais que tentasse acreditar que já se passaram muitas badaladas indicando a mudança de horário a situação insinuava-se como uma prostituta das entrequadras da cidade. Ok, o tempo não quer passar, foda-se. Garçom! Traga-me outro drink. Estou sentado entre dois grupos. No meu lado direito encontram-se as moças. Pegáveis e agradabilíssimas. &lt;i&gt;Nota interna: não usar mais termos vulgares nos textos. &lt;/i&gt;São quatro no total. Cada uma com uma particularidade singular. Tenho que vos lembrar que apesar do eruditismo das minhas palavras continuo a pensar nas mulheres da mesma forma que o velho vinho temperado do bar. Apimentado a principio, doce na metade e seco no fim. &lt;/span&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Uma das garotas não para de lançar olhares pecaminosos para um dos atendentes. Ok, não se pode esperar que olhem para mim. Afinal, a espectativa de uma noite insone e mal aproveitada está no meu cardápio a muito tempo. Ela é baixa, olhos cor de mel, dedos compridos e unhas pintadas de um cor-de-rosa bem claro. Os detalhes são importantes, exprimem o que realmente vale nos encontros mais furtivos que possas imaginar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Do outro lado um casal persiste em não lançar olhares assassinos em minha direção. Tento relevar.&lt;i&gt; Nota interna: ignorar modos desagradáveis, por mais sensato que seja a ideia de levantar e ir embora. &lt;/i&gt;O bar está ameno, porém a maioria das mesas está ocupada. Cheguei cedo. Pedi um Kassler e uma Baden Red Ale para começar. Uma hora depois a impressionável atendente, de nome italiano, pediu-me encarecidamente se eu poderia ceder um pouco e permitir que um grupo de cinco&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;dividissem a mesa comigo. Informei-a que isso poderia ser uma péssima ideia, não estou com bom humor hoje, mas que talvez fosse interessante. Precisava escrever coisas novas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Quatro pessoas já vieram incomodar-me por conta do barulho da minha máquina portátil, mas em tempos de tecnologia, minha Cássio Writer 1985 tornou-se mais indispensável que nunca. Laptops e celulares mil e uma utilidades cansam. Aliás isso ajuda a compor um certo estilo démodé que exprimo em meus escritos. Faltam menos de cinqüenta páginas para encerrar meu livro e a taberna se mostrou um ótimo lugar para complementação dos personagens. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Sinto informar que estou incomodado com os olhares do casal. Mas só agora percebi que a linha para onde o homem está fixando os olhos transpassa pela minha cabeça. Que bom, algo de errado deve acontecer a qualquer momento. Sinto a energia forte de testosterona em conflito. Averiguando melhor o que se sucedia, noto que as moças ficaram excitadas com a bebida rósea que pousa sobre a mesa. A baixinha pergunta sobre o que tanto escrevo e confesso à ela que tenho de terminar o romance. &lt;i&gt;Nota interna: impressionar não custa nada. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Resolvi apimentar e contei-lhe uma mentira. Vou ser castigado pela minha consciência por uns quinze dias e recordarei sempre do rosto rubro da moça por conta disso. Disse que escrevia sobre um casal que se encontrava no bar todas as quintas. Dois homens (um casal é composto por duas pessoas, não necessariamente do gênero oposto), que galanteavam mulheres e depois da conquista comiam o cérebro da infeliz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Contei com certo requalque, já imaginando que ela deixaria-me em paz para retornar ao meu oficio, mas não deu certo e ela veio com mais perguntas. Então resolvi incrementar. Destilei detalhes de como eles a embebeciam com o vinho da casa e depois a levavam até o carro. O sangue que brotaria das têmporas ao cerrá-las com pedados de garrafas vazias. Como a comeriam ainda em agonia e por fim a necrofilia. Essa parte censurarei deste relato. Deixo para a imaginação de quem o ler. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Ao final a pobre veio-me com a seguinte frase, que tentarei parafrasear: Para um cara pacato e distinto, você é bem sanguinário. Sim, confesso, mas a magia está nas palavras. Depois de três drinks, as amigas da mocinha cansaram do local e foram embora. A deixaram lá, aos porcos do salão que estavam a procura de restos para se alimentarem. Ela, por incrível que pareça, permaneceu comigo. Decidi pagar-lhe uma bebida para encerrarmos a conta. A mocinha, pobre dela, quis acompanhar-me até a saída. Contou-me que era nova na cidade e que havia me achado interessante. &lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Dois tabacos depois no lado de fora do bar, ofereci meus préstimos cavalheirescos para encaminhá-la até seu lar. Perto do carro, dentro da entre-quadra, vi uma garrafa vazia ao chão. Ela recordou a história relatada e uma certa apreensão em sua voz denotou timidez em seu avanço. Aproveitei o lapso entre o beijo furtivo e apliquei-lhe um só golpe de esquivo na nuca. Seu corpo alvo caiu em meus braços. A veia pulsando. A imagem mais bela de toda a noite. Valeria a pena. Quebrei a garrafa. Rasguei-lhe mais o decote. Inseri levemente o punhal improvisado em seu peito. O sangue desceu até sua virilha. No ápice ela despertou e tentou sibilar um pedido de socorro. Era madrugada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;O sangue fresco em meus lábios lembrou-me que ainda respirava. Finquei novamente o vidro sobre a têmpora e a morte tornou-se breve. Coloquei o corpo no banco do carona e dirigi rumo a ânsia que me sobrava. Voltei ao bar, pedi mais uma dose de Stolishnaya e fui para o carro. Encerrei a insônia com a moça ao meu lado na cama. Seis e cinqüenta da manhã em meu relógio digital. Ainda faltam cinqüenta páginas para o final do romance. Amanhã à noite reavivarei as esperanças de atos carnais necrófilos. Deixo, novamente, para a imaginação de quem ler a lembrança de meu ato cármico. Limpei tudo e guardei o osso martelo na cristaleira da sala. Para a coleção ficar completa faltará apenas o radium. O dela era muito pequeno&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-1309797942886335848?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/1309797942886335848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/09/eu-nao-tenho-cara-de-facinora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/1309797942886335848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/1309797942886335848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/09/eu-nao-tenho-cara-de-facinora.html' title='Eu não tenho cara de facínora'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-1600120170156816105</id><published>2009-09-01T23:45:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T11:11:19.570-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taberneira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogos promissores'/><title type='text'>Não ponha meu nome em boca de Matilde!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Olá? Menina, nem te conto! Noite passada Rodrigo e eu ficamos. Foi tão intenso. Nem imagina o que fazes com as mãos. A mandibula dele também é bonita. Que? Claro que eu reparo nisso! Um queixo pretuberante é sinal de virilidade em algumas civilizações. Sim, eu sei que estamos no Brasil. Que inferno de lugar. Choveu muito de madrugada. Cê nem acredita! Ele é mais novo. Sim, quatro anos. Estávamos no quarto dele. Parede? Se tinha alguma coisa? Sei lá, não fiquei reparando muito não... Tinha coisas mais interessantes para fazer. Nossa, como é... Lindo. Hahaha, cê acha que eu vou ficar falando isso por telefone? Ahh, tô na quadra, chegando no restaurante. Nossa, tô com uma fome. Pergunta para a Marina o que terá de janta! Não vai me dizer que será javali de novo!?! Haha, té parece. Peraê, vou ter de desligar. Quando chegar aí te conto o resto. Vê se não abre essa sua boca. È, é segredo sim. Pelo menos por enquanto. Tchau!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR"&gt;Oi, Sabrina? Já ficou sabendo de Milena e Rodrigo? Pois é... Nem te conto! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-1600120170156816105?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/1600120170156816105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/09/nao-ponha-meu-nome-em-boca-de-matilde.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/1600120170156816105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/1600120170156816105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/09/nao-ponha-meu-nome-em-boca-de-matilde.html' title='Não ponha meu nome em boca de Matilde!'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-4907585646583027258</id><published>2009-08-31T11:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T11:12:05.370-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogos promissores'/><title type='text'>Relato crivo em primeira pessoa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um dia escreverei uma sinfonia. Bem, não sou músico, mas guardo minhas ambições para a velhice. Também não sei ao certo se chegarei a completar os distintos cinquenta anos. Assim como meu pai que morrera aos quarenta e três. Fazem dez anos que não sei o que é sexo com um ser vivo. Tenho determinações insanas de morte. Fantasias nefastas. Trabalho no IML até a meia noite. Depois costumo ir às terças, quartas e domingos à escuridão do bar. É tranquilo e o ambiente parece simpático. Parei de ir nos outros dias por conta das intermináveis despedidas de solteiros. Prefiro sangue frio. À sangue frio. Meu psiquiatra recomendou-me que todo o acesso incontrolável que surgisse, eu deveria pegar algo para escrever. Desde então não me separo do palm top. Estou terminando meu diário. São quatrocentos e setenta e duas linhas de sms que envio à mim mesmo. Estou cansado. Semana passada recebi uma ligação anonima. Tenho certeza que foi Samara, minha irma mais nova. O telefonema dizia que a mulher que me pariu, vulgo minha mae, havia voltado para a clinica de reabilitação.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Novamente. Gostaria de ter crescido em uma família normal. Com café da manhã, sorrisos e uma saudação de boa aula no final da conversa. Coloque o gato para fora. Não quero continuar assim. O destino, cada vez mais, indeterminado, causa desconforto à minha'lma. Estou farto. Os corpos chegam dilacerados. Tenho de fazer a limpeza. Depois a costura. Deixá-los bonitos. Não resisto ao rosto bonito. A pele suave. A palidez da morte. Já decidi: será um réquiem! Nele contará a história de um homem e uma mulher. Vítimas de seus próprios desejos. Um tentará a morte. O outro cumprirá a promessa de matá-lo. Terminarão em um frenesi intenso, entre suas pernas será encontrado a arma do crime. No líquido sujo do sexo, a faca. Trinta e sete aberturas produzidas pela lâmina divididas nos dois corpos. Um ponto final. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-4907585646583027258?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/4907585646583027258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/08/relato-crivo-em-primeira-pessoa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/4907585646583027258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/4907585646583027258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/08/relato-crivo-em-primeira-pessoa.html' title='Relato crivo em primeira pessoa'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-5550497707608026121</id><published>2009-08-22T11:06:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T11:07:59.068-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taberneira'/><title type='text'>Subsolo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;Quartos de hotel são iguais, dias são iguais,, os aviões são iguais,&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;meninas iguais, não há muito o que falar sobre o dia, não há do que reclamar, tudo caminha. As horas passam devagar, no ônibus de linha...&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="margin-left: 212.7pt; text-align: right; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;(Brasília -Paralamas do Sucesso)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;"Mais uma noite”, ele repetia. “Só mais uma e largo esse emprego. Esta terça-feira está me cansando, rapá”. E não era para menos. Dois clientes entram para mudar o início do trabalho. Dentro da taberna haviam várias mesas compridas e uma em especial foi preenchida por dois amigos. O primeiro deles parecia um sargento reformado. O outro era comum, assim como tantos clientes que entram e saem do local. Menos às terças, quando o bar era mais parado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;           &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;Róger já imaginava que a noite iria durar anos. Menos trabalho para fazer, mais tempo para gastar. Entre uma preparação de um nárguile de menta e um copo de coca-cola, o jovem pensava cada vez mais nas impossibilidades de rumos que sua vida tomara. Saíra da aeronáutica tinha pouco mais de cinco meses, e a grana estava curta. Precisava de um trampo ou iria penar bastante. Tinha um gato para alimentar, e o preço da ração havia subido o suficiente, nos últimos meses, para o deixar preocupado. Castanho era a companhia ideal para um fim de expediente. Moravam apenas os dois em um quarto-sala na mesma quadra da Taberna em que trabalhava. Mas a cama estava distante no momento, a noite estava apenas começando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;Sentado no banco dentro do bar, localizado no meio da casa noturna, Róger tecia novas idéias que, provavelmente, o levariam ao fracasso, mas não custava nada levá-las um pouco adiante. O cara parecido com o sargento pede o drink, e não parece querer parar com a bebida por um bom tempo. “Que bom”, pensa, assim a noite fica mais agradável com algo para se fazer. A bebida é azul, servida em taça de prata, contém curaçal blue, vodca, sprite e gelo. “Pra começar a noite! Acho que vou repetir muito isso, por hora”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;           &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;Pouco tempo depois desce a escada uma bela jovem de sapatinha vermelha, vestido acetinado e um rubor na face. “Hoje não, Róger!”, pensa consigo mesmo, “hoje é dia de branco trabalhar”. A moça pede uma bebida adocicado ao barman, uma mistura de leite condensado, leite de coco e rum, mas que pediu educadamente para trocar por vodca. Não era norma da casa trocar as doses dos drinks, mas o sorriso terno da garota fez o rapaz fazer uma exceção. A chefia está em reunião mesmo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;Novas pessoas adentram a taberna. Uns mais alegres por conta da cerveja adquirida no andar superior do estabelecimento. Outros aparentam certa timidez e um ar estasiado direcionado aos ornamentos das paredes. O lugar parecia que havia parado no tempo das grandes cruzadas templárias, com brasões, espadas e velas por toda a parte. Esta noite não tem show, e a música ambiente está calma de mais. “Está na hora de animar”. Róger grita por Tâmara, outra garçonete da casa, e a arrasta para uma dança. A clientela empolga com a farra, mas não o suficiente para uma nova pedida no cardápio. &lt;i&gt;As horas passam devagar, enquanto eu abro a água fria...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;A labuta termina pouco mais de meia noite e meia. A moça de sapatilha vermelha encerra a última comanda. Além do drink, resolvera experimentar as coxinhas assadas. O molho estava bom, apimentado como de costume. Ao dar baixa no último pedido, um convite se acerta e a certeza de mais uma semana de trabalho. Afinal não era tão ruim assim servir mesas. Um sorriso maroto no canto dos lábios do rapaz. Um rubor de face na moça. A cama seria dividida esta madrugada. E não seria por Castanho. Não mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-5550497707608026121?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/5550497707608026121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/09/subsolo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/5550497707608026121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/5550497707608026121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/09/subsolo.html' title='Subsolo'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-3854626907194991837</id><published>2009-08-21T11:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T07:03:44.110-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taberneira'/><title type='text'>Noites na tarberna</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Olá a todos. &lt;s&gt;Há seis dias comecei a trabalhar como taberneira&lt;/s&gt; no Espaço Cultural e Taberna &lt;a href="http://www.mittelalter.com.br/"&gt;Mittelalter&lt;/a&gt; na 203 Norte, em Brasília (lógico). Sirvo mesas, limpo o balcão e converso com as pessoas. Aproveito para me apoderar do clima medieval da casa para desenhar algumas histórias de teor adocicado. São pitadas de reflexão que surgem entre um “Pão Líquido” e um “Fatiado Bretão”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;A Taberna é toda ambientada como uma casa medieval, com espadas, velas, mapas, brasões e mesas de madeira para banquetes estilo távola. Pura inspiração para alguém como eu que adora inventar uma aventura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Um brinde aos contistas e bardos de plantão. Sintam-se a vontade para experimentar nosso cardápio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-3854626907194991837?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/3854626907194991837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/09/noites-na-tarberna.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/3854626907194991837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/3854626907194991837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/09/noites-na-tarberna.html' title='Noites na tarberna'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-2970134145578590920</id><published>2009-08-19T10:31:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T10:40:25.472-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogos promissores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Declaro'/><title type='text'>Minha nova Coleção</title><content type='html'>De todas as efervescencias que embalam as noites anteriores a esta, posso contar apenas uma. Talvez duas. Ok, três.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O rosto que enaltece os sonhos mais libidinosos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ternura do sorriso que abriga a alegria de pulsar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um fim de tarde entre àguas, conversas e fumaça.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma nova coleção de figurinhas, mais diferentes possíveis umas das outras e uma satisfação de perseguir um algo que beira o corriqueiro. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fugir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;durante muito tempo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uma vida inteira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora é hora de agir displicentemente. Deixar a janela aberta a centoevinte por hora e apreciar as luzes bucólicas da incrível melancolia do mestre Lucio. A dor que percorre a garganta e sangra o nariz pela manhã. Não esqueça a secura que nos lembra às 9a.m que 16p.m será pior. Um novo balanço. Quero o sorriso colado em outros lábios. Novos traços. Belas paragens. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, falei de mais. Apague a luz e deixa pra mais tarde.   &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-2970134145578590920?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/2970134145578590920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/08/minha-nova-colecao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/2970134145578590920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/2970134145578590920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/08/minha-nova-colecao.html' title='Minha nova Coleção'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-8617119758061135942</id><published>2009-06-20T13:58:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T13:59:56.645-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Declaro'/><title type='text'>Revista Piauí</title><content type='html'>vai lá e entra na letra ypsilon, babe.&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.revistapiaui.com.br/edicao_33/concursos.aspx"&gt;http://www.revistapiaui.com.br/edicao_33/concursos.aspx&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quem sabe eles gostam mais de mim e escolhem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quem sabe.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-8617119758061135942?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/8617119758061135942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/06/revista-piaui.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8617119758061135942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8617119758061135942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/06/revista-piaui.html' title='Revista Piauí'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-8966466807214542702</id><published>2009-06-12T06:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T10:41:04.900-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foto grafia'/><title type='text'>Há sinal de viver nessa felicidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_u0XYnBNECP4/SjJVhIjf0qI/AAAAAAAAAs8/I4IIgpiT7_4/s1600-h/dsfdsfs.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_u0XYnBNECP4/SjJVhIjf0qI/AAAAAAAAAs8/I4IIgpiT7_4/s400/dsfdsfs.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346429735362613922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-8966466807214542702?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/8966466807214542702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/06/ha-sinal-de-viver-nessa-vida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8966466807214542702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8966466807214542702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/06/ha-sinal-de-viver-nessa-vida.html' title='Há sinal de viver nessa felicidade'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_u0XYnBNECP4/SjJVhIjf0qI/AAAAAAAAAs8/I4IIgpiT7_4/s72-c/dsfdsfs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-7080436579425737870</id><published>2009-06-08T07:29:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T08:00:28.223-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Um estampido e a escuridão</title><content type='html'>Ainda presa sobre a égide da preguiça, decide forçar a porta, não se vê nada por ali. As amplas salas, quartos, cozinha e quatro banheiros iluminados pela luz turva que lembra os sonhos. Alaranjada, talvez sépia. As janelas estão abertas. Das cortinas, um rastro. Indesejavelmente, algo escorre das paredes indo de encontro ao assoalho, lembram símbolos. Algumas frestas se espalham por ali. Desolador. Talvez passividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando pelo jardim, vê-se a escada. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Espiralada. Vazada&lt;/span&gt;. Faltando dois degraus. Sinais de sujeira, exposta ao tempo e ao desengano, vão formando um caminho sinalizado, como nas antigas fábulas infantis. Há vida lá em cima. &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Há?&lt;/span&gt; Um, dois, três, pule um degrau, quatro, cinco, seis, sete, fôlego, oito, nove, dez, expectativa, onze, doze, treze, quatorze, pula outro degrau, quinze. No topo, lado esquerdo da cena, nota-se uma grande estátua. Um hipogrifo antigo lapidado em madeira nobre. Um aviso guarda os pés da imagem. A intuição aguça, como um gato, os pelos do corpo se &lt;span style="font-size:130%;"&gt;eriçam&lt;/span&gt;. O silêncio é interrompido pela frenética sensação do inesperado. A sala, clara como a noite mais iluminada, esvazia-se abruptamente. Escravo dos sentidos, resta ignorar a presença da audição. Chega. Enfim... Uma única lembrança é o resquício do entre-sonhos. "&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não posso mover&lt;/span&gt; meus passos por esse&lt;span style="font-size:130%;"&gt; atroz&lt;/span&gt; labirinto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Texto feito sob encomenda para a Seção - II Concurso Literário - da Piauí (Junho), mas perdi a data de inscrição...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-7080436579425737870?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/7080436579425737870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/06/um-estampido-e-escuridao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/7080436579425737870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/7080436579425737870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/06/um-estampido-e-escuridao.html' title='Um estampido e a escuridão'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-3035305957433489042</id><published>2009-05-21T14:23:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T06:19:23.392-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Declaro'/><title type='text'>Fechado para balanço</title><content type='html'>&lt;s&gt;Por excessos de pausas.&lt;br /&gt;Por conta do atestado.&lt;br /&gt;Por causa do casamento (sou madrinha, sinta inveja do vestido, nêga).&lt;br /&gt;Pelo TCC atrasado (faltam seis semanas!).&lt;/s&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volte mês que vem.&lt;br /&gt;Talvez.&lt;br /&gt;Quem sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-3035305957433489042?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/3035305957433489042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/05/fechado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/3035305957433489042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/3035305957433489042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/05/fechado.html' title='Fechado para balanço'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-2133228555481767434</id><published>2009-04-16T12:11:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T12:16:14.006-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foto grafia'/><title type='text'>Grafando</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_u0XYnBNECP4/SeeD4vtHQQI/AAAAAAAAAlw/ZC4W4eOgmr0/s1600-h/desenho2-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325370095290499330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_u0XYnBNECP4/SeeD4vtHQQI/AAAAAAAAAlw/ZC4W4eOgmr0/s400/desenho2-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-2133228555481767434?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/2133228555481767434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/04/grafando.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/2133228555481767434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/2133228555481767434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/04/grafando.html' title='Grafando'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_u0XYnBNECP4/SeeD4vtHQQI/AAAAAAAAAlw/ZC4W4eOgmr0/s72-c/desenho2-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-5210045232453124216</id><published>2009-04-02T12:42:00.001-07:00</published><updated>2009-04-02T12:46:05.711-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Declaro'/><title type='text'>a pintura, o desenho e o rabisco</title><content type='html'>Quando você chega ao parque e fica imaginando em tudo que poderia dar errado. Todas as coisas que fez, faz, fizeste... Em como as formas das folhas são largas. Nos desenhos da aula de pintura, dos rabiscos durante a reunião de pauta, dos bilhetes trocados sorrateiramente debaixo da mesinha da sala de aula. Como pode? Tudo tão bom. Vida enfadonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, era disso que eu estava precisando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-5210045232453124216?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/5210045232453124216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/04/pintura-o-desenho-e-o-rabisco.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/5210045232453124216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/5210045232453124216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/04/pintura-o-desenho-e-o-rabisco.html' title='a pintura, o desenho e o rabisco'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-316254185212478009</id><published>2009-03-12T14:45:00.000-07:00</published><updated>2009-03-12T14:47:44.552-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Versus'/><title type='text'>Resposta</title><content type='html'>uma alma divaga&lt;br /&gt;se apaga&lt;br /&gt;esvai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os pedaços&lt;br /&gt;reunidos como um laço&lt;br /&gt;pertencem a vagos espaços&lt;br /&gt;vazios&lt;br /&gt;incompreendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;volta&lt;br /&gt;retorna&lt;br /&gt;constrói um novo, de novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à quem te viu,&lt;br /&gt;sempre&lt;br /&gt;pertence.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-316254185212478009?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/316254185212478009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/03/resposta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/316254185212478009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/316254185212478009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/03/resposta.html' title='Resposta'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-8701661708903070895</id><published>2009-02-26T08:20:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T08:24:48.590-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novel: O Som da Rua'/><title type='text'>DOIS: Você parte de algo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabia que havia palavras esquecidas no fundo da gaveta de recordações. “Sabia disso, seu canalha! ESTÚPIDO, CAVAJESTE, COVARDE!” Foi uma discussão calorosa. Os ânimos estavam mais que exaltados pelo álcool. Digamos que algumas pílulas ajudaram. Três anos intensos repletos de tapas, gritos, discussões. Débora já havia perdido a conta de quantas vezes gritara com Júlio: uma, duas, três, quatro. As juras de amor e ódio de cada dia. “Juro que te mato”. “Covarde, não foge, vem cá”. Cada briga era regada a levantamento de jarros, lançamento de cadeiras e beijos partidos em dois. Os vizinhos não agüentavam mais a confusão. Chegava sexta-feira e a polícia batia à porta. O oficial, vinte e sete anos, alto, cabelos castanhos, corte curto, olhos azuis, olhar apreensivo, sempre passava na casa treze do conjunto K para ‘verificar’ se tudo ia bem. Débora apanhava muito, mas também batia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oficial azul era um bom ombro, pernas, mãos. Uma formosura de conforto. As quatro em ponto batiam na porta da casa. A mulher nem mais se preocupava com as roupas. Sabia que passaria pela sala em lances rápidos, quase um flash. Às vezes nem saía. As mãos se confundiam com cabelo e pelo corpo um do outro. Era escandalosa. Já Rodrigo era quieto. Tinha medo de que Júlio pudesse chegar. Gritando, Débora lhe falava que seu marido poderia encontrá-los ali a qualquer momento. Era só uma dose de aflição para melhorar a performance (afinal, If you want to have cities, you got to bild roads), mas era tudo muito rápido. O moço de farda era tímido. Ok, sem espasmos desta vez, assim ele volta amanhã mais animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bolo estava sobre a mesa. Era de abacaxi com frutas cristalizadas. Tinha copiado a receita de uma revista. Gozar de tarde sempre dava vontade de cozinhar. Talvez para se redimir da grande besteira de trair o marido com qualquer uniforme justo. Amava Júlio, mais do que qualquer um poderia imaginar. E foi trepando com o encanador no chão da cozinha que percebeu que quanto mais se distraia com a visita, mais ansiosa ficava para ver seu querido a comandar (era só pra ter mais certeza que preferia ele a apertando a outro). Pena que tudo só ficava mais gostoso com tapas, chutes e arranhões. Enquanto que para ela isso era puro gozo, Júlio já começava a arrumar as coisas para partir. Pensava alto, num alívio de canção, mal amado e enxotado. You invite your friends to tea, but when it’s me you look the door. Não suportava mais o cheiro dela, uma mistura de lavanda com suor alheio. Ele sabia que a mulher o traia. Só não conseguia compreender porque ainda estava com ela. O ódio era maior que o amor. Ou será que ambos os extremos o atraíam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de terminar, Júlio bateu no rosto de Débora. Largou o corpo da mulher na cama. Vestiu uma calça jeans e camiseta roxa. Débora não gostou, era um sinal ruim. Ela sabia que toda vez que se vestia assim, o marido demorava a voltar. Algumas vezes nem isso fazia, ficava três ou quatro dias na casa da avó. Saiu nua pela casa chorando, pedindo que retornasse. Resmungava falta de afeto, pouca atenção. Gritava suas lamúrias de sempre. Júlio não acompanhou. Pegou o mp4, as chaves e partiu. Débora ficou em pé esperando. Nada aconteceu. Perguntou-se diversas vezes se havia agido mal, qual seria o problema. I can’t believe it’s true, i can’t believe that you don’t want me anymore! Tomou banho, arrumou a cama, depois o quarto, e então cômodo por cômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia inteiro passou e Débora organizava a prateleira de cedês por ano, nome e álbum. O sol refletia luz pela janela da sala de manhã e no final da tarde terminava seu caminho na cozinha. Era fácil perceber a trilha iluminada e contar as horas. Três dias de treino e não precisava mais de relógio. No escritório, em cima da estante atrás do livro de formatura da quarta série encontrou um mapa. Era meio desatualizado e tinha diversas marcações. A letra parecia de Jefferson, seu falecido pai. Olhou para o papel, pediu permissão para a lembrança e teve um ímpeto. Três noites depois voltou para pegar o carro, algumas roupas, muitos cedês, livros e sua idéia de promessa antiga. Era segunda-feira, dia dezessete e fazia calor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-8701661708903070895?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/8701661708903070895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/02/dois-voce-parte-de-algo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8701661708903070895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8701661708903070895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/02/dois-voce-parte-de-algo.html' title='DOIS: Você parte de algo'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-4132108915585500341</id><published>2009-02-22T18:50:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T09:56:16.327-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novel: O Som da Rua'/><title type='text'>UM: Viaje, sem sair do lugar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A música estava alta. Não era para incomodar ninguém. A intenção era outra. Qual quer que fosse. Era tão longe, dava para contar as horas dentro daquele forno de carro: uma, duas, três, quatro. Deixa pra lá, é melhor mudar de cedê. All the lonely people... Todas em um lugar só, mas quem se importa de onde vêm? Devem ser enterradas em outra terra. Paralelas. O calor diminui o sol já está baixo, logo serão seis da tarde. Ainda tem chão pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo as coordenadas do mapa e a quilometragem, Débora deve chegar a Santo André por volta das três da manhã. A parada será para abastecer. “Como mesmo essa viajem começou?” Era o início de cada diálogo imaginário. Suas recordações partiram do pressuposto que uma música despertara o sentido de tudo. Um pouco de insenso ajudou, mas foi a canção, os sentidos, o coração em disparada e I’m only sleeping no toca fitas. Dormira por três noites debaixo da mesma árvore no parque central, quando acordou de súbito ás cinco e meia. Enquanto a cidade se arrumava para o trabalho, Débora despertava para a viajem. Gozado isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarenta e sete quilômetros mais tarde, com o sol forte no rosto e gosto de rosquinhas de auto-estrada na boca, muita coisa percorria os pensamentos. Cada música tinha a sua função: good day sunshine para despertar, she said she said para gritar bem alto e abrir as janelas (sempre soube que ironic tinha um sentido revolver de ser), tomorrow never knows para dizer eu te amo. O verbo passado é empregado ao afirmar amor. “Amei, muito. Agora foda-se”. As lágrimas ainda estavam ali, perdidas, confundidas com as pálpebras. “Não irei mais enganar-me”, prometia em vão. Sabia que mais um dia ou outro she’s gonna fall in love again and again. Ok, farwell my dear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressa ia dando lugar a ansiedade que dava a vez para a satisfação que trocava de lugar com o cansaço, e o sono vinha no final, para rir da sua cara. Uma parada para o descanso mental, e uma festa interiorana. As barraquinhas enfeitadas de janeiro davam as boas novas, era dia de São Sebastião. Engraçado como tudo é típico: você pode perambular por entre as brincadeiras e rifas, perceber que cada pedaço de gente que se achava por ali, poderia ser os mesmos de outros lugares. Minas, Goiás, Mato Grosso e Pernambuco. O que muda é só um pouquinho de cor por aqui, luz dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia vários rapazes formosos. Alguns fortes de braço, outros magros de espírito. Oh, my family’s role in the world revolution! ‘O que algumas gotas de álcool não podem fazer por você meu caro’. Tudo bem, depois de alguns gemidos no ouvido nem desconfiará de quem passou por entre as pernas. Cochas talvez. Quem sabe, a jornada é longa e a estrada é sempre bem vinda. Scenic World. Se o mundo coubesse em uma canção, despertaria até as letras presas nos dedos dos mais desavisados. Versinhos de ‘canção’… É melhor correr atrás de outra vódca da barraca dos beijos, antes que o paladar mude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite corria alta. Já não importava tanto saber onde estava, para que serve as estrelas ou ainda se vai sobrar um pouco de amor próprio depois de tudo. Jogue uma moeda para cima e veja o que a sorte lhe reserva. Só não vá ficar preso nela. “Cínico como um amante. Diga mentiras para mim! Parem de sussurrar cantigas e promessas. Vocês, estrelas vagabundas, nunca saberão o que é sofrer, sentir o corpo estremecer, direto do peito para as pernas. Como é mesmo essa cor? Nem sei, nem sei”. Esta noite Débora estava faladeira. Lamentava joelhos, cotovelos e vírgulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As divagações são como as águas de um riacho, sempre em uma única direção, lineares. Como chegamos aqui ou como será o futuro, são perguntas sem propósito, mas com um princípio: confundir. Aquele que não sabe quem é, confunde-se fácil com estas divagações lineares, trechos de um pesar sem solução. A busca de Débora, talvez, esteja no final. Quem sabe a resposta não está, justamente, em sua frente. Sussurrante a espera de ser ouvida. Assim, num estalo só. O carro é abastecido, água verificada, não não moço, o óleo está bom. Dá pra chegar a Santos de tarde. São dez e meia e o dia é vinte e um.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-4132108915585500341?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/4132108915585500341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/02/um-viaje-sem-sair-do-lugar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/4132108915585500341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/4132108915585500341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/02/um-viaje-sem-sair-do-lugar.html' title='UM: Viaje, sem sair do lugar'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-3254165343950168522</id><published>2009-02-18T04:12:00.001-08:00</published><updated>2009-02-25T09:07:21.772-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O segredo de Abelardo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"- Queria ver só se você suportaria saber", era a frase de efeito favorita de Marília. Aos dois anos e meio aprendera a andar. Cansada de sentar, resolveu percorrer ereta os caminhos do sofá da sala, o que não durou muito. Aos sete anos quebrou o tornozelo, gritava como se não houvesse amanhã. Sete semanas de agunia e com uma faca de cozinha, tirou seu martírio e deu, novamente, asas aos pés. Quando tinha quatorze, ganhou um diário. Dezessete anos depois de seu nascimento, marília ingressa na faculdade de letras. Mas, só aos vinte dois, algo de muito mágico mudou sua vida de asas em pés e letras na cabeça. O que não a faria esquecer, mesmo depois dos quarenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Abelardo era um homem bom". As pessoas sempre lembravam deste distinto senhor com bons olhos. Abelardo tinha quarenta e sete quando morreu de súbito. Subiu no prédio para limpar a calha que lhe cansava, escorregou e caiu. Pobre homem, era bom e todos gostavam dele. A disciplina de História da Literatura Holandesa era a favorita dos alunos. Não que seja laaaá uma disciplina interessante e tal... Mas é que Lado, o professor, era muito bacana. Sabia tanta coisa... E sempre que lia algo, podia ser até bula de remédio, que todos paravam para olhar. Os comentários sobre filosofia indiana eram os mais pedidos, mesmo que não fizessem parte da matéria escolar. Apesar do sucesso estrondoso na faculdade, Lado tinha uma faceta pouco peculiar: tinha um verdadeiro dom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marília era uma das alunas mais aplicadas do curso. Queria ser filóloga, desde que ganhara o diário em plenos quatorze anos. Onde dava, sempre deixava um recado, para quem quer que fosse, de que ela esteve lá: uma parede, um papel preso em árvore, na calçada em reforma, em livros. Comprava muitos livros, gastava todo o dinheiro do estágio com presentes letrados para os amigos. O professor Abelardo era seu predileto. Quase que um desafio presenteá-lo, já que Lado sabia de tudo. Todo artigo que Marília lhe entregava sobre um livro em lançamento ou antigo, Lado já havia lido. Era difícil, mas era interessante provocá-lo. Instigava a amizade que crescia vertiginosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as tardes, Lado estava repleto de alunos à sua volta. Aproveitava para falar um pouco sobre a cultura universal. Assunto era o que não faltava. Aquela energia contagiava à todos. Os olhos, brilhantes de desejo, chamuscavam o ar com perguntas das mais diversas. Recordar esses tempos traz uma espectativa de que um dia isso tudo possa voltar. Mesmo que apenas em fotos sépia e papéis amarelados. Marília recolheu-se ao lado do professor. Estava meio apreensiva com a briga que tivera com o namorado. Derramava absurdos no rosto marcado pelo sofrimento. Lado percebeu a preocupação da aluna e amiga e resolveu levá-la para um passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jardim externo do bloco de arquitetura, Lado descrevia como as estações podem interferir na relação dos viventes. Não estamos falando do tempo, e sim da energia que emana de todas as coisas. Como os astros podem influenciar emoções e incitar ações mais drásticas das pessoas. Marília nasceu com o Sol na casa de marte, ascendente em virgem e lua em àries. Naquele momento júpiter transmutava e se relacionava com mercurio e sagitário. A mulher não entendera nada, mas mesmo assim Lado pediu-lhe a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali em diante Marília passou desta para uma melhor. Nunca foi tão claro ser o que é, ver o que são. Na leitura do amigo, a mulher mudara de ótica, órbita. Lado era um amigo muito importante, além de especial. Abelardo &lt;em&gt;sabia&lt;/em&gt; das coisas. No dia da calha, Marília ficara de passar na casa do professor para entregar os livros da semana. Chegou três minutos mais cedo que o habitual, o suficiente para ver o amigo despencar três andares. Era um homem bom. E foi assim que Marília sempre lembrou do professor de quarente e sete anos. Um homem bom.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-3254165343950168522?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/3254165343950168522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/02/o-segredo-de-abelardo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/3254165343950168522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/3254165343950168522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/02/o-segredo-de-abelardo.html' title='O segredo de Abelardo'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-8553928567272430055</id><published>2009-02-17T09:30:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T09:26:42.743-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>P.s: vozes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lembra quando nos conhecemos? Estava na parada de ônibus, esperando esperando. Nossa frota não é lá nova e nem rápida. Os motoristas costumam abraçar a groceria no início do dia, até a meia-noite. E de madrugada é mais difícil ainda voltar. Nem lembro mais o que estava fazendo na rodoviária às duas e meia da manhã de quarta-feira (sim, lembro datas e não acontecimentos). Não poderia perder o último corujão. E lá estava: em pé, cansada e com um cigarro equilibrado na ponta dos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas (bem uns trinta minutos de espera), o ônibus chega, entram todos de uma vez, e lota. Nas ruas o único ponto que preenche o espaço vazio é o nosso ônibus, lotado. Como nunca fui a primeira da fila, fiquei lá no meio, sem espaço para mexer meus pés. Agarrada a três livros da escola, fui olhando para o teto (posso garantir-lhes que a vista é das mais 'plenas'), com grande expectativa de chegar sã e salva em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no final do eixo sul, na curva pra EPGU, o ônibus faz uma curva brusca. Sem querer (porra, estava em pé sem segurar em nada!), desequilibrei-me e pisei no pé de alguém. Não conseguindo identificar o personagem de meu desastre, pedi desculpa em voz alta para todos. Daí em diante um fio de voz ficou empregnado no ar. Era bonita, bem entonada. O homem da minha vida. Já via-me casada com um senhorzinho meia estatura, óculos, cabelo desgrenhado preto, joelhos de marfim e pele de cordeiro. Perdi tanto entre meus pensamentos que desci sem saber o nome da voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas semanas depois, peguei um ônibus que fez conexão na rodoviária. De lá partiria para a faculdade. Eram três e quarenta da tarde, um sol de rachar e o desanimo percorria cada milímetro do meu sangue. O senhor humor, também, não era dos melhores. O vento bagunçava as ideias e embaralhava, mais ainda, meus cabelos. Estava cansada. Um rapaz veio a aproximar-se da parada. De longe parecia muito bem apessoado. De perto mais ainda. Ui. Sabe aquele frio na espinha? Aquele que só aquela voz grave no cangote pode oferecer? Então, fui sentindo o coração acelerar. Poxa, o cara é gato e fica do meu lado na parada. A vida é realmente maravilhosa (insira sua ironia aqui sobre vida+maravilhosa+é).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento sopra mais forte. As sensações flutuam. Flores de maio caem exalando perfume onírico pelo ar (iés, nós somos bregas).Enquanto isso tudo acontecia ao meu redor, a certeza que meu príncipe encantado de voz melodiosa do ônibus da madrugada estava ali, pertinho e mais pertinho. Ele olha pra mim (acho que vou enlouquecer de emoção). Em dois segundos, mais um momentinho e declaro à ele filhos, datas e bodas de diamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tudo, maria, que ele vai falar comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''-bla bla bla bla bla".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo. Não consigo lembrar o que ele me disse. Só sei que a voz, o perfume e tudo mais foi embora. Meu deus, ele fala mais fino que minha irmã de dois anos! Então, como falava anteriormente: dois segundos e boom! Cabou-se a imaginação, perdida em uma voz de menininha no cara mais gato e gay que eu já vi. A vida é realmente uma tragédia (insira sua ironia sobre vida+tragédia+é).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s: Aaah. O cara da voz! Sim, sim. Era um senhor de setenta e três anos, locutor de rádio, separado e magro, muito magro. Exalava perfume de jasmim. Quase casei com ele, mas desisti quando a ideia de criar filhos sozinha em um apé 3x2 no final do P norte veio à meus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-8553928567272430055?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/8553928567272430055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/02/ps-vozes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8553928567272430055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8553928567272430055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/02/ps-vozes.html' title='P.s: vozes'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-9035215788593600313</id><published>2009-01-29T12:25:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T09:31:09.675-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Versus'/><title type='text'>"anacronismo"</title><content type='html'>abre aspas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seguem por aí sem canto,&lt;br /&gt;palavras vãs.&lt;br /&gt;dizem, por aí, que foram-se todos,&lt;br /&gt;não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois de tanta discussão,&lt;br /&gt;o que restou, perdeu-se.&lt;br /&gt;enlouqueceu nos cantos da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fax, o computador, a máquina.&lt;br /&gt;sem prática, sobram.&lt;br /&gt;ocupam espaços de sorrisos por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fim e o início.&lt;br /&gt;juntos em um só lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fecha aspas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-9035215788593600313?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/9035215788593600313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/01/anacronismo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/9035215788593600313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/9035215788593600313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/01/anacronismo.html' title='&quot;anacronismo&quot;'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-1136912332497005659</id><published>2009-01-06T09:15:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T09:31:09.676-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Versus'/><title type='text'>unir</title><content type='html'>caso,&lt;br /&gt;verbo pudesse ser,&lt;br /&gt;torna-me-ia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caso,&lt;br /&gt;palavra escrita&lt;br /&gt;torna-se-ia, não sei.&lt;br /&gt;desastre, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caso,&lt;br /&gt;voltasse eu, senhor, ao início,&lt;br /&gt;com tantas palavras&lt;br /&gt;abandonaria este vício,&lt;br /&gt;perdido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-1136912332497005659?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/1136912332497005659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/01/unir.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/1136912332497005659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/1136912332497005659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2009/01/unir.html' title='unir'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-1658754742307888389</id><published>2008-12-30T08:23:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T08:40:40.111-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foto grafia'/><title type='text'>"Si no se mueve el culo, no se come pescado"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_u0XYnBNECP4/SVpLVIXgB1I/AAAAAAAAAkg/8ce1TJ7RoY8/s1600-h/carro%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285619939068086098" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_u0XYnBNECP4/SVpLVIXgB1I/AAAAAAAAAkg/8ce1TJ7RoY8/s400/carro%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-1658754742307888389?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/1658754742307888389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/caminho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/1658754742307888389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/1658754742307888389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/caminho.html' title='&quot;Si no se mueve el culo, no se come pescado&quot;'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_u0XYnBNECP4/SVpLVIXgB1I/AAAAAAAAAkg/8ce1TJ7RoY8/s72-c/carro%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-2943051873992433506</id><published>2008-12-29T10:11:00.000-08:00</published><updated>2009-04-17T12:31:25.231-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Declaro'/><title type='text'>Sem sentido, talvez.</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Como mensagem de final de ano, um amigo enviou um bilhete. Papel de seda, recortes de jornal e três tiras do Jeremias, querido e favorito. Há alguns anos passaram os últimos dias de dezembro trocando bilhetes de boas novas, uma forma divertida de deixar a virada do ano vir sem perder o entusiasmo. Lá, na cidade calma, as mudanças demoram muito para chegar. E, quando o fazem, perdem o sentido de novidade em apenas uns minutos. No bilhete desse ano foram duas mil e oito palavras de incentivo. Motivos de um 'porque não mudar' para o próximo ano. O primeiro promete não mascar mais chicletes (vício). O amigo prometeu ao primeiro parar com os palavrões (outro vício). Lembrou-se de uma promessa velha (do bilheto ano 2000): mudar de cidade. As listas de continuidades estão imcompletas. Depois de tanto tempo, as palavras perderam-se em páginas amareladas pelo tempo, não cumpridas, nomes jogados no tempo. Apesar disso, um novo vínculo foi refeito e novamente ambos reenviaram os bilhetes com recomendações das promessas proferidas por cada um. "Vamos mudar logo, antes que o logo chegue".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-2943051873992433506?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/2943051873992433506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/sem-sentido-talvez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/2943051873992433506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/2943051873992433506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/sem-sentido-talvez.html' title='Sem sentido, talvez.'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-358529759323539839</id><published>2008-12-19T02:44:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T09:13:02.833-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Folha do caderno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dias frios aqueles. em plena entrada do verão, chovia muito na cidade. O vidro do carro embaçava na mesma velocidade que o ponteiro marcava as marchas. Era de manhã bem cedo. Estava com saudade, George. O nome dele é em inglês mesmo. Nascido na chuvosa plymouth no condado da cornualha. Veio para Brasília estudar. "Quem diabos vem pra cá pra fazer outra coisa?" Se perguntava com frequencia o rapaz. Mas seguimos adiante. Como lhe contava, George era inglês de nascença. Fazia mestrado em história oral. "Oras!" Outra vez... vá, pergunte logo. A inglaterra é percursora no tema, porque estudar aqui?" Não me pergunte, deixe a história correr que já te conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília fica a mais de três mil km de plymouth. E ainda tem um oceano que nos certa. Tanto faz. George tinha uma razão. Amor. Talvez seja uma fuga de si mesmo. Fugiu por amor! "Melancólico". Deixe-me continuar. Após perder o pai e o avô no mesmo dia, george fica preocupado com o futuro de sua irmã, cecília e decide viajar pelo mundo com a fortuna herdada e conhecer novos horizontes (desta vez na amplitudo do planalto central). Ok, sei que é fantasia, mas não custa nada dar uma pitada de aventura na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, george não veio fugido. Veio à estudo (como já informei). Nos primeiros dias estava resoluto que nunca mais voltaria para a frieza de seu país. Não que as pessoas sejam más, por lá. É que o tempo era frio mesmo. No calor do inverno brasiliense, george colecionava histórias diferentes, pessoas com uma identidade cultural adversa à dele. E foi por isso que george saiu de seu país, para viajar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quanto mais escutava, mais aprendia". Já dizia o provérbio favorito de seu avô, Lucio, quem financiava a fabulosa investigação. Quando jovem, Lúcio viajara pela Àfrica, pela busca de um tesouro antigo. Talvez tenha sido por isso que george, agora então com seus vinte e oito estampados na rosto, abandonara a tão sonhada e querida amada em sua terra natal para sofrer de calor nos trópicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam só seis meses. Pensou em voz alta o moço. Seis meses para voltar, e então, o que levarei? Qual tesouro encontrei? Será que fui tão longe por pouco? Eram tantas perguntas, a maioria com resposta, evidente. E isso o preocupava mais. Estava tão longe de seu objetivo. E decepcionar o avô não estava em seus planos. Queria voltar pra casa com algo importante. Algo que fosse excepcional. Assim como o avô levou ao pai, quando moço e ainda na Àfrica. Lúcio era historiador. Encontrara manuscritos antigos dentro de uma das colunas do templo de Esneh. Foi um grande achado na época. O que causou estardalhaço em toda a acadêmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;George lembrava da história de cor. Queria ser tão grande quando o avô, quanto seu pai. Seria tão bom quanto? Os meses se passaram tão rápido quanto os dias de chuva. No tempo do mestrado visitara o centro-oeste de um imenso país. Suou com o sol, chorou lágrimas de chuva. Tantas coisas boas escutou em buritis, cavalcanti e corumbá. Aprendeu a apreciar o silêncio nas falas dos mais experientes. Aprendera que não precisava saber ler, mas que o se tivesse a habilidade de prever as chuvas, poderia sobreviver a uma escalada na chapada. Escutou, certa vez, que cada coisa tem sua hora e cada coisa tem o seu lugar. E que não adiantava repetir mil vezes a mesma coisa, teria de encarnar na própria pele (perdão ao pleonasmo, mas aprendi assim, como os mais velhos), para depois dizer que sabia de algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envelhecera uns 10 anos em três. E quando novembro chegou, sabia que era hora de despedir-se. Sabia que teria de fazer as malas e que lá fora estava chovendo. Não se despedira do sol. Voltaria para a fria cornualha com o coração pesado e algumas dúvidas na cabeça. Cecília e Sabrina estariam a esperá-lo no campo. Lucio, o avô, estaria em sua rockin'chair, com o olhar inquisidor a perguntar: "o que trouxe para mim, neto?". George tinha medo daquele olhar. Vira o avô fazê-lo em breves momentos durante toda vida, mas sempre o temia. Lucio é um bom avô, sabia agradar os netos e ser carinhoso, mas quando queria ser temido... ah era só esbanjar aquele olhar sobre os pequenos e eles logo corriam para o quarto da vergonha. E era assim, como uma criança indefesa que esse moço barbudo e de olhos castanhos se sentia. Era inglês e tinha olhos castanhos. Lembrança de sua mãe espanhola. Uma graça de mulher, que logo o veria quando pisasse no país natal. Morava em Leeds com o marido, Johannes. Lucio era filho de alemães e gostava de seus nomes. Deu ao único filho, johannes, o nome e tudo o que mais importante juntou na vida. E como retribuição, seu filho o presenteou com os pequenos, Cecília, George e Sabrina, seus três tesouros, que vivem com o avô na fria cornualha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não era sem tempo, o avião decolou. George olhou triste para a cidade, mas logo apareceu um fio de sorriso torto nos lábios do rapaz. Falta pouco para o encontro. O moço estava que tava nervoso. Dentro do carro, trocava as palavras, brincando com as sílabas. Mais um minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na soleira da porta, george se ateve. Não entrou. Deu um beijo carinhoso nas irmãs. "Entre, meu querido!", bradou Sabrina. A pequena estava crescida. Tinha dezessete anos. Vui o olhar triste do irmão, aquele olhar de quem esqueceu algo e resolveu chamar Cecília. Era o abraço da irmã do meio, tão cheio de calor que o faria lembrar. Sempre que esquecia de algo, bastava abraçá-la, que george lembrava no ato do que se tratava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Onde está Lucio?"&lt;br /&gt;"Na cadeira de balanço, a sua espera", disse Cecília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia bater na porta, mas seu coração batia tão mais forte contra o peito que nem precisou anunciar sua presença. Lucio já era cego e muito velho. Pareceu para george, que os três anos longe de casa o envelheceram mais. "Chegue mais perto, quero ver-lhe o rosto". George se aproximou. E quando as mãos de Lucio tocaram os olhos de George aconteceu de tudo se tornar tão claro quanto a àgua, tão saboroso quanto os sanduíches do luiz, tão bom quanto a risada da yara, tão gostoso quanto o abraço de melina, tão, tão... "Vamos, termine logo, o que aconteceu?". Bom. Aconteceu o que deveria acontecer. George devolveu para o avô todas as maravilhas que registrou em Brasília. Descreveu cada recanto, as pessoas, os costumes. Disse do artesanato, das cachoeiras. E os olhos de Lucio foram clareando. Era como se o avô pudesse tocar nas memórias de viajem do rapaz. E voltou a ver. Voltou a correr. E por todo aquele momento, pode viver o que se passara com o neto. Voltou a ter vinte e oito anos e muitas viagens pra fazer. O frescor das notícias de juventude o tornou um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fechar a porta, toda a jovialidade ficara na sala com Lucio. Eram tempos de mudança. E o que George, o moço, foi buscar, o homem George trouxe consigo: as lembranças de outros... sempre vívidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-358529759323539839?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/358529759323539839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/dias-frios-aqueles.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/358529759323539839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/358529759323539839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/dias-frios-aqueles.html' title='Folha do caderno'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-8914581197783224277</id><published>2008-12-16T09:59:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T08:41:19.975-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diálogos promissores'/><title type='text'>Elos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Era um pássaro. Falaram certa vez que Vivia no mungubá. E o que&lt;br /&gt;é mungubá? Não faz sentido. Ok, deixa pra lá. Voltando a&lt;br /&gt;história: era um pássaro e vivia num mungubá. O estado era&lt;br /&gt;imenso, assim como o mar que banha o meu país. E as àrvores,&lt;br /&gt;nossa, as àrvores pareciam pessoas gigantes a conversar. Já&lt;br /&gt;reparou o farfalhar dos galhos durante a ventania? Se bem que&lt;br /&gt;por lá não venta muito, mas chove. Chove bastante o tempo&lt;br /&gt;inteiro. A pele fica úmida. O cabelo seco na raiz e molhado nas&lt;br /&gt;pontas. Agora sei bem porque índio se banha o tempo todo. Os&lt;br /&gt;porcos corriam no mato. Muito tempo atrás, vários fazendeiros&lt;br /&gt;resolveram cultivar porco. Aí faliram. Foram-se todos. Sobraram&lt;br /&gt;os porcos, que correm ferozes pela mata até o ribeirinho. A&lt;br /&gt;àgua é barrenta. Lembra-se, está chovendo. As crianças pulam&lt;br /&gt;das pontes de mungubás cortados de qualquer modo. Agora contei. Já entendeu? As flores parecem brochas de barbeiro. Procure, um dia vai compreender. Jura que é fácil assim, plantar e colher? Rapaiz, tem em tudo que é cidade. E então, porque fica tão grande assim no final? Conto mais tarde, agora é só ligar os pontos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-8914581197783224277?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/8914581197783224277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/elos.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8914581197783224277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/8914581197783224277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/elos.html' title='Elos'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-4440535020761092719</id><published>2008-12-12T10:41:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T08:40:40.111-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foto grafia'/><title type='text'>colours</title><content type='html'>&lt;a title="IMG_6675 by _yoko, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/_yoko/2207208876/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 365px; HEIGHT: 217px" height="683" alt="IMG_6675" src="http://farm3.static.flickr.com/2373/2207208876_f55ac47f33_b.jpg" width="1024" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De férias. Por enquanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-4440535020761092719?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/4440535020761092719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/colours.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/4440535020761092719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/4440535020761092719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/12/colours.html' title='colours'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-768108316069768136.post-6674324511318849913</id><published>2008-11-28T02:56:00.000-08:00</published><updated>2009-04-17T12:31:46.137-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Declaro'/><title type='text'>Feliz Natal</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Sinto muito. Existem tantas maneiras de desculpar-se. Às vezes, não dá tempo de despedir-se. Tchau, então. Mas... e se uma das partes não quiser ouvir? E se eu não quiser? Adeus, então? É isso? Não. Tem mais coisa para falar. Falta um abraço. Um beijo de despedida. Não quero esquecer seu cheiro. O sabor das conversas. Como você fala bem! Sinto muito. Volta logo? Este ano ainda não nos vimos. Passou tanta coisa. Foram muitos anos em um só, vidas em uma. Crescemos em direções opostas, mas como a roda da vida sempre nos recorda, algum dia nos reencontraremos. Não era para ser um texto de despedida. Nem de memórias. Tão pouco de reencontro. Não queria que fosse em primeira pessoa. E as palavras? Essas se repetem. Estas, essas, nessas, nestas, vias, curvas, tesouras, árvores, vidas, emoções, transformações, concomitâncias, destinos, realizações, mudança, retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra?&lt;br /&gt;&lt;a title="IMG_6966 by _yoko, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/_yoko/321255435/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 198px" height="480" alt="IMG_6966" src="http://farm1.static.flickr.com/136/321255435_0d9473df75_o.jpg" width="720" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/768108316069768136-6674324511318849913?l=blocodasnuvens.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/feeds/6674324511318849913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/11/feliz-natal.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/6674324511318849913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/768108316069768136/posts/default/6674324511318849913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blocodasnuvens.blogspot.com/2008/11/feliz-natal.html' title='Feliz Natal'/><author><name>yoko</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10711388217269858153</uri><email>yokohare@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17572644974954467020'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry></feed>